quarta-feira, 23 de maio de 2007

Pesadelo #3

rogério goulart não era um serial killer

nato. A única razão pela qual ele se tornara um serial killer era porque se havia algo que ele realmente odiava nessa vida (e provavelmente também em qualquer outra) era que não respondessem a uma pergunta sua. Ter uma de suas perguntas ignorada afetava de tal forma o seu coração o seu sistema nervoso e principalmente o seu cérebro que este produzia e liberava a grossa e rude substância da raiva ao longo de todo o seu corpo, inchando e obstruindo suas veias de modo que nestas não mais corria ou passava qualquer outro sentimento. O amor ou a compaixão até faziam um pequeno esforço para tentar passar, abrir caminho, mas sempre em vão – aquele corpo já estava 200% dominado e possuído pela raiva & vomitava para fora de si todos os outros sentimentos rivais. A primeira vítima foi, tão cedo, um amigo de infância, vejam bem, que estava empolgado numa conversa sobre futebol e mostrava-se esperançoso com o time que compartilhava com Rogério, que apesar de ser um dos últimos colocados na tabela do campeonato (o time, não Rogério) já iniciava uma boa reação e matematicamente ainda tinha chances de alcançar as primeiras posições, caso a recuperação não cessasse e se metamorfoseasse numa verdadeira reviravolta rumo à invencibilidade.

AMIGO: Cara, o nosso time ainda pode ser campeão!

ROGÉRIO GOULART: É, amigo... Quem sabe?

Podemos até mesmo dizer que foram as circunstâncias que fizeram dele um serial killer... Podemos dizer, até mesmo, que Rogério, ao mesmo tempo em que matava serialmente, era morto da mesma maneira, serialmente morto pelas circunstâncias, que frequentemente faziam-no de vítima; vítima justamente por ter de assassinar, por ter de matar, às vezes, pessoas tão queridas. Queridas e degoladas; enforcadas, asfixiadas, esfaqueadas, esquartejadas – e queridas; pedaços queridos; queridos em pedaços. Pois ele realmente amava e admirava profundamente aquele garoto, seu querido amigo de infância (...) porém, talvez pelo mesmo motivo, ele não esperava nunca que o garoto um dia fosse decepcioná-lo tão gravemente, daquela maneira tão brusca e brutal, ignorando totalmente uma pergunta que ele fizera; e isso, vindo de uma pessoa tão amada, era uma decepção e uma ofensa ainda maiores.

Para o seu gigante espanto, o amigo não responde nada, inicialmente. Vem do ar uma nota sombria de piano, dotando a cena de algum suspense. Um tenso silêncio se instala no ambiente, como quando o vilão malvado do faroeste adentra subitamente o saloon deixando as portas balançando. O amigo faz de tudo: tamborila os dedos na mesa, coça o couro cabeludo, balança a cabeça, olha para o céu, olha para o chão, coça o saco, passa o dedo ao redor da boca do copo, mas nem mesmo ensaia responder o que Rogério havia perguntado:

QUEM SABE, PORRA?

rogério goulart extremamente tenso, músculos endurecem em rudes nós atrofiados, olhos se pregam na boca do amigo com as marteladas que a raiva dá na parte de trás de sua cabeça, esperando ansiosamente pela resposta, a raiva engrossa e esquenta seu sangue, seu sangue atinge a temperatura de 300 graus Celsius, ferve, queima sua pele, que fica levemente enfumaçada e espalha um sutil cheiro de churrasco humano no ambiente, ele tinha ódio mortal da possibilidade de uma pergunta sua ser ignorada por qualquer pessoa que fosse, fosse um completo estranho ou fosse seu completo pai. Se ele por acaso encontrasse Elvis em carne e osso escondido numa ilha deserta e lhe perguntasse Meu Deus Elvis então é verdade que você não morreu?! e Elvis não o respondesse (se era verdade ou não) e apenas continuasse vivendo, foda-se, ele não hesitaria em assassinar o rei do rock. Morreu sim! Passados dois longos minutos de tesão quer dizer de tensão Rogério constatou que da boca do seu melhor amigo de infância não sairia resposta alguma – o amigo agia naturalmente como se Rogério não tivesse feito qualquer pergunta – um verdadeiro ultraje! – e adentrou os limites da fúria, logo ultrapassando os mesmos, levantando-se bruscamente em slow-motion fazendo balançar a mesa e cair para trás sua cadeira que produziu um estrondo ensurdecedor ao encontrar o chão e chamou a atenção de todos os presentes no bar, rogério goulart retirou do bolso de sua jaqueta de couro jeans algodão linho seda uma pequena pistola calibre 22 e meteu um tiro seco no meio da testa do amigo que caiu aos poucos e de forma muito esquisita no chão do bar tentando entender o que estava acontecendo assim como caiu Sterling Hayden sendo assassinado por Al Pacino no restaurante italiano logo após a tensa cena no banheiro em que Michael Corleone procura pela arma supostamente escondida detrás da descarga do vaso sanitário. A princípio parece que a arma não está lá, ele tateia com nervosismo mas não consegue encontrá-la, música de suspense composta por Nino Rota, de perturbar os nervos. Solozzo também está lá fora, no restaurante, esperando por Michael, e com Solozzo, ele e sua cara de mau, aquele sorriso cínico e perverso de quem mataria a própria mãe sem hesitar, sem perder o sorriso e a postura diplomática – são negócios, apenas negócios – com ele não se brinca. Aliás, é uma das maiores lições deste filme, algo que se aprende ao assisti-lo: com Solozzo não se brinca. Michael finalmente encontra a arma, mas surpreendentemente o alívio é apenas parcial, isso não alivia totalmente a tensão da cena, pois a tensão, assim como a música de suspense, já se instalara, tanto em nós quanto em Michael, e agora ele ainda precisa voltar para a mesa fingindo estar calmo e esperar o momento certo de meter chumbo nos dois filhos da puta que rechearam seu pai de balas e quase o mataram, Solozzo e o policial maldito que além disso enfiou um puta soco na cara de Michael na porta do hospital. Aquela era a sua primeira investida no mundo do crime, Michael Corleone, o herói de guerra que um dia jurara que nunca se envolveria nos negócios do pai. It’s my family, Kay. It’s not me.

A segunda vítima de rogério goulart foi sua primeira namorada, por quem ele era louco de paixão. Ele faria qualquer coisa por aquela menina. Ele mataria alguém, por aquela menina. Foi numa sexta-feira 12. rogério goulart era um homem sensível, e sentia-se muito mal sempre que via uma pessoa acidentada ou morta. De acordo com os relatos póstumos dos seus parentes – relatos psicografados após a morte dos mesmos – em geral ele não gostava muito de ver sangue e tinha muita pena de morte. Aliás, era por isso que ele sempre matava de olhos fechados, por não gostar de ver sangue, e não somente por querer provar sua extrema habilidade como assassino – como sugeriam alguns maldosos tablóides da época. Estava dirigindo tranquilamente seu carro na estrada com sua namorada ao lado indo passar o fim de semana em sua casa de veraneio quando de repente numa perigosa curva da estrada poucos metros adiante do seu carro ele avista uma confusão que não consegue decifrar de imediato: pessoas de pé formando um círculo ao redor de alguma coisa que olham curiosamente, viaturas da polícia, corpos de bombeiros (vivos), clima fúnebre, mulheres soltando gemidos (sexy – se apenas ouvíssemos, de olhos fechados) e gritos lancinantes de dor, lenços enxugando vários pares de olhos lacrimosos. Ao se aproximar, rogério goulart pôde avistar, por entre os corpos vivos da multidão, o corpo morto do motociclista, em terrível estado, caído ao lado de sua motocicleta reduzida a um pedaço fodido de ferro velho e fodido. rogério goulart reduz a velocidade e levanta a cabeça para tentar ver melhor o corpo do morto e admirar o sangue jorrado. Ainda não tinha notado quão terrível ele de fato estava. Subitamente leva um choque quando por fim a multidão abre um espaço maior e revela por inteiro o motociclista estraçalhado todo quebrado e ensangüentado com ossos para fora e pele para dentro carne e sangue para todos os lados, e pergunta à sua namorada – que está boquiaberta com olhar perdido e mergulhado na poça de sangue que escorria de um buraco no crânio do defunto:

QUE COISA, NÃO?

Coitado de rogério goulart. Venho por meio deste expressar profunda pena e compaixão por rogério goulart: ele amava tanto aquela menina! Mas para sua gigantesca infelicidade, ela não respondeu. Não balançou a cabeça, não consentiu, não discordou, não emitiu sequer um gemido, não esboçou qualquer reação, apenas continuou a encarar o morto com o olhar perdido e sofrido, deixando o pensamento fluir doloroso junto do sangue que pingava do crânio aberto do morto enquanto lágrimas rolavam de seus olhos encharcados, inchados e vermelhos, lágrimas que não diziam nada, que não respondiam nada, lágrimas sem linguagem, inúteis. Alguns quilômetros adiante do acidente, num ponto menos movimentado da estrada, rogério goulart parou o carro à beira do abismo e ordenou que Daniele Clark saísse. Ela resistiu, não compreendendo aquele súbito surto do amado namorado. Achou que ele estivesse brincando, mesmo que com mal gosto, como numa tentativa radical de animar o clima que ficara extremamente gelado e gélido após a cena do acidente. Ele insistiu com veemência, pediu que ela o levasse a sério, pois ele não estava brincando; porém, o próprio fato dela não ter respondido a sua pergunta era um sinal de que ela não o levava nada, nem um pouco a sério. Ela continuou resistindo, pediu que ele parasse com aquilo, com aquela brincadeira estranha, e voltasse para o carro. Ele insistiu mais uma vez, perdendo a paciência, que escorria dele como o sangue do crânio do motociclista, indo embora dali. Ela finalmente percebeu que ele falava sério e, muito nervosa e, com muito medo e, apavorada e, em prantos e, desceu do carro soluçando e, o carro logo deu ré e voltou a toda velocidade para atropelar e quebrar aquela delicada mulher com a pele tão fina e hidratada ribanceira a baixo, enquanto ela chorava aos soluços dizendo Rogério não me abandone, não faça isso comigo Rogério, não faça isso com o meu coraçãozinho!

rogério goulart era defensor da ideia de que ninguém diz, de que ninguém afirma “Quem me dera”. “Dera” quer dizer “tinha dado” & logo a frase “Quem me tinha dado”, jamais poderia ser uma afirmação. Era uma pergunta – e perguntas são feitas para serem respondidas. Outra coisa que ele não suportava era que dessem respostas totalmente incoerentes às suas perguntas. Um dia (na verdade já era noite) ele perguntou a um colega de trabalho: Já pensou se não ganharmos o décimo terceiro esse ano, cara? Ao que o cara, infeliz, respondeu: É, imagina que merda! Tinha uma ótima e quentíssima esposa e três belos filhos pequenos e louros. Se tivesse se limitado a responder “sim” ou “não” ainda teria feito algum sentido – Já pensou ou não? – e não teria tido o pescoço instantânea e brutalmente retalhado com um canivete suíço made in china multifuncional. NOTA: As lâminas são o ponto em comum entre os serial killers e as donas-de-casa. FIM DA NOTA. O que me faz lembrar da mãe de rogério goulart, coitada da mulher, que um belo e fatal dia também acabou ignorando uma pergunta do seu ainda mais coitado filho, que sempre fora tão apegado à mãe e ainda assim precisou executá-la.

Algumas semanas após perder o emprego por ter retalhado o colega, rogério goulart passou três longos dias sem comer, sem dinheiro para satisfazer tal necessidade. NOTA: A incoerência da convenção do dinheiro é simples de ser revelada. Basta pensarmos na situação de Rogério, sem dinheiro para comer. Ele diria: Não tenho dinheiro para comer. Mas, afinal, era dinheiro que ele comeria? Era dinheiro que ele precisava ter para comer? Não era comida? Quando mama goulart soube disso, dessa incoerência, após ler esse trecho do livro, preparou-lhe um banquete de domingo com farofa de banana e frango assado para nutrir o filhinho querido. rogério goulart se empanturrou de comida, até o ponto em que não aguentava mais colocar absolutamente nada no estômago. Ainda assim, após a farta sobremesa, para fazer uma surpresa agradável ao filho, mama goulart, mulher travessa, entrou na cozinha com uma travessa de barro elevada nas mãos e um enorme sorriso no rosto (é preciso frisar que o sorriso estava no rosto, pois às vezes o sorriso de mama goulart escorregava para o seu pescoço e recusava-se a sair dali). Rogério se apavorou, com medo de precisar comer mais alguma coisa, pois não saberia dizer não a uma comida da mãe, para não fazer desfeita, e corria o risco de explodir se enfiasse mais alguma coisa no estômago abarrotado (ele arrotou). Sem perceber imediatamente do que se tratava, começou a tentar desvendar o mistério enquanto sua mãe se aproximava com aquela travessa e o sorriso que ameaçava sair do rosto e pular para outra parte do corpo: O que mais poderia ser servido além da sobremesa? Um outro prato salgado? Mas isso seria estranho demais! Já comi a sobremesa! Então, uma outra sobremesa, talvez? Caralho! Quando meteu os olhos dentro da travessa, avistou um gordo envelope branco, que mama goulart lhe estendeu como um presente, e arrepiou-se aliviado. Tratou de abrir o envelope furiosamente – para conferir com 100% de certeza de que não se tratava de uma barra de chocolate ou algo do tipo – como uma criança faz com presentes de aniversário, não respeitando laços, fitas adesivas ou papéis coloridos em função da extrema curiosidade. Sua mão puxou de dentro do envelope o valioso recheio: um grosso e suculento bolo de dinheiro, cuidadosamente preparado com as economias de mama goulart, que agora gentilmente as cedia ao filho necessitado. rogério goulart chorou, enternecendo-se com o amor $ que recebia da mãe. Sentou-se no seu colo, numa das cadeiras, e perguntou – quatro primeiras notas da 5ª sinfonia de Beethoven:

MAMÃE... O QUE SERIA DE MIM SEM VOCÊ?

mama goulart sorriu, feliz, satisfeita com a gratidão do filho. Apenas sorriu, feliz, satisfeita com a gratidão do filho. Nada mais; somente sorriu feliz, satisfeita com a gratidão do filho. Fez carinho na cabeça do filho querido durante dois silenciosos minutos. Isso mesmo que vocês ouviram: dois, silenciosos, minutos. E para os sensíveis ouvidos do serial killer/serial victim of circumstances rogério goulart o volume desse silêncio a cada segundo aumentava até gerar um chiado extremante perturbador, pressionando seus tímpanos ao ponto de rompê-los. Seus olhos começaram a se mover involuntariamente para cima, na direção do rosto da mãe, de onde ele esperava desesperadamente por uma resposta. Fala, mãe! Responde, mãe! Desembucha! – ele gritava em seus pensamentos. De tanto desespero que sentiu nesses tensos minutos, os mais tensos minutos de sua vida, Rogério tentou alucinar a resposta, produzi-la com seus próprios ouvidos. Chegou ao ponto de quase pedir, mesmo, que sua mãe respondesse; chegou a abrir a boca e mover a língua para fazer o pedido, mas previu que isso causaria uma ferida irremediável no seu orgulho, pois ao pedir estaria negando tudo o que tinha sido até então. Não, ele não pediria. A culpa que sentiria depois, por isso, não seria menor que a culpa que sentiria por ter matado a mãe. Então, começou a rezar. Ele não acreditava em Deus, pois Deus, por exemplo, nunca tinha respondido sequer a uma de suas perguntas, que sempre foram muitas, excessivas, desde cedo. Já ouviram falar na polêmica e revolucionária constatação do filósofo alemão Friedrich Nietzsche de que “Deus está morto”? É verdade – e quem matou foi rogério goulart. Rogério, que mesmo assim começou a orar, naquele instante de desespero e desesperança: Deus. Peço que ressuscite. Faça minha mãe responder à minha pergunta, por favor. Pelo amor de Deus, ops, pelo seu amor! A cena se desenrolava e se enrolava de novo daquele mesmo jeito: Rogério no colo da mãe, com a cabeça em seu peito, tenso (o peito, não Rogério), a mãe emocionada com a gratidão do filho, deixando-se levar pelo terno momento de carinho, o filho eletrizado, cheio de pensamentos malevolentes assombrando sua cabeça, esperando ansioso por uma resposta, comportando-se como se não quisesse deixar transparecer a sua angústia, como um bebê que saboreia um mamilo mas aos poucos começa a desconfiar do leite que mama.

rogério goulart ainda insistia em produzir dentro de si a fé de que o silêncio (que quase estourava seus tímpanos de tão alto) seria quebrado com uma resposta de sua mãe. Começava a reconsiderar as possibilidades da situação: 1) talvez a mãe não tivesse ouvido a pergunta; 2) talvez a mãe não tivesse ouvidos; 3) mas orelhas ela tinha; 4) e não era possível que ela não tivesse ouvido, pois ele perguntara de muito, de muito perto, quase roçando seus tímpanos; 5) Rogério começou a chorar e 6) depois terminou de chorar; 7) e conforme seu choro foi baixando, seus olhos foram subindo, cada vez mais, como que para constatar finalmente se a resposta estava apenas terrivelmente atrasada ou se afinal não seria mesmo dada, em nenhum momento, para o azar dos dois; 8) fingiu que ia coçar a perna para distanciar sua mão das costas da mãe e esticou o braço para alcançar uma faca de cozinha de serra que havia em cima da mesa (enfim o serial killer encontra a dona-de-casa) e não hesitou em manter de pé a sua dignidade, a sua integridade de homem que dialoga, que sempre dialoga e que nunca, que nunca monologa.

Muita coisa aconteceu a rogério goulart depois daquele triste episódio em que picotou a pessoa que o colocou no mundo. Segundo os relatos, antes de tirar sua própria vida numa cela da Prisão Estadual por não ter respondido, ele mesmo, a uma de suas perguntas, Rogério enlouquecera e passara uma temporada internado em um famoso hospício chamado Inferno. Os médicos disseram que nesta época ele estranhamente passou a transformar perguntas em afirmativas – o que, convenhamos, era realmente uma incoerência – e um belo dia – cheio de sol, nuvens e jardins coloridos – uma velhinha enrugada de mais de cem anos passou à frente de Rogério; ele se certificou de que ela estava usando um relógio, aproximou-se e exclamou:

QUE HORAS SÃO!

Repetindo, para os mais desatentos: ele exclamou. A velhinha, com o pouco que restava de sua visão, foi catar as horas no relógio e assim respondeu Dez e meia, meu filho e foi degolada cruelmente. Barbaramente. Um artista plástico foi ver a cena, a velha caída morta e o sangue vermelho secando em sua roupa branca e exclamou a respeito da composição: bárbaro! rogério goulart morreu enforcado com trinta e sete anos. Aliás – com uma corda.

1 comentários:

Grenissa disse...

Gostei! Só fiquei confusa com a hora da morte da momy de Rogério... pois eles se banqueteavam num domingo... 10h30min... tá, ok, ele estava faminto e a hora não importa, ela enxergava mal e eu sou uma leitora chata, eis a questão.
Mas esse capítulo e o anterior já não tem aquela mistura de vozes... a não ser pelas NOTAS. Tem um diferencial de estrutura.
Gostei sim!